top of page

ADME

Figura 1. Estrutura química da terbinafina.

Absorção [1,2]

  • Rapidamente absorvida após administração oral;

  • A concentração de pico plasmático (0,8-1,5 mg/L) é atingida 2 h após a administração oral de uma dose de 250 mg;

  • A biodisponibilidade é moderadamente afetada pelos alimentos, embora não o suficiente para se proceder a um ajuste posológico;

  • A biodisponibilidade absoluta após o efeito de primeira passagem é aproximadamente 50%. [1,2]

Distribuição

  •  Liga-se fortemente às proteínas plasmáticas (>90%), sendo extensamente distribuída aos tecidos com um Volume de distribuição  de 220.6 e 729.9 L para o compartimento central e periférico, respetivamente;

  • Devido à sua natureza lipofílica atinge muito rapidamente e em elevadas concentrações o estrato córneo, unhas e cabelo, principalmente através do sebo e em menor expressão pela difusão direta através da derme-epiderme;

  • Persiste na unha durante semanas após suspensão do tratamento. [1,3]

 

Metabolização

  • Metabolizada rápida e extensivamente por, no mínimo, sete isoenzimas do citocromo P450, nomeadamente CYP2C9, CYP1A2, CYP3A4, CYP2C8 e CYP2C19, tendo sido identificados 15 metabolitos resultantes, em que nenhum apresenta atividade antifúngica;

  • As reações de fase I são principalmente reações de oxidação. As principais vias de biotransformação são:

    • N-desalquilação

    • Oxidação alifática do grupo terc-butil

    • Oxidação do naftaleno

  • As reações de conjugação de fase II tem como objetivo tornar os metabolitos oxidados mais hidrofílicos de modo a facilitar a excreção na urina. [3,4,5]

     

     

     

     

     

     

     

     

     

Figura 2: Principais vias de metabolização da Terbinafina.[5]

Excreção

  • Mais de 80% é excretada na urina e aproximadamente 20% nas fezes;

  • Excretada no leite materno. [1,2,3]

1.Balfour, J.A. and D. Faulds, Terbinafine. A review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties, and therapeutic potential in superficial mycoses. Drugs, 1992. 43(2): p. 259-84.

2. http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=4883&tipo_doc=rcm [acedido em 05/04/2016]

3. Jensen, J.C., Clinical pharmacokinetics of terbinafine (Lamisil). Clin Exp Dermatol, 1989. 14(2): p. 110-3.

4. Vickers, A.E., et al., Multiple cytochrome P-450s involved in the metabolism of terbinafine suggest a limited potential for drug-drug interactions. Drug Metab Dispos, 1999. 27(9): p. 1029-38

5. Humbert, H., Denouel, J., Cabiac, H., and Sioufi, A. (1998) Pharmacokinetics of terbinafine and five known metabolites in children, after oral administration. Biopharm. Drug Dispos. 19, 417-423.

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto 
Morada: Rua de Jorge Viterbo Ferreira n.º 228, 4050-313 PORTO 

PORTUGAL

 

bottom of page